Mostrar mensagens com a etiqueta A familia em rede. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A familia em rede. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de dezembro de 2007

A familia em rede, 7º e 8º capitulos

O sétimo capitulo deu-me um certo gozo, para não dizer mesmo um enorme prazer, em ver que Papert afinal é uma pessoa consciente, não estou a dizer que o imaginava maluco ou algo semelhante, mas já duvidava das suas capacidades de interligação utópica mental a uma realidade física, ou seja, as suas ideias que não pareciam ligadas a nada de tão concreto como queriam parecer, parecia que estava a forçar a sua ideia, mas aqui Papert admite que as suas ideias por vezes são irracionais e que contradizem a realidade e é isto que retenho neste capitulo.
Em relação ao oitavo capitulo as suas ideias maravilhosas de trocar bonecos de "bits" por bonecos de plástico revoltam-me, pois para mim posições extremistas e fundamentalistas só levam á desgraça que o mundo esta, mas embora saiba que esta não é bem a sua posição (extremista), rejeito a pulmões que isto algum dia suceda, e jamais o meu filho vai deixar de brincar, fundamentalmente, com brinquedos reais, também não desprendo a ideia que ambos devem ser usados, mas jamais sobressaltando a parte virtual.
Não existe nada melhor para mim que passear ao ar livre, sujar-me, molhar-me, errar a sério e magoar-me que ficar sentado no conforto, ou não, da minha casa, da minha cadeira, sofá, cama, onde for, e explorar o mundo virtual, talvez seja antiquado mas sou assim e estou plenamente aberto a novas ideias mas desta minha utopia ninguém me retira, assim como a Papert ninguém as suas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A família em rede, 5º e 6º capítulo

Como anteriormente referi, andei afastado disto tudo mas contudo obtive algum tempo para ler o capitulo quinto e sexto do livro de Papert, e a ideia com que fiquei destes exemplos de aprendizagem consiste um interesse comum, em um conjunto de pessoas ligarem-se com um interesse conjunto de aprenderem mais sobre algo pelo qual possuem um interesse particular.
Isto é possível e plausível mas contêm alguma dificuldade, e eu sei muito bem do que falo porque ensinei à minha mãe tudo o que sabia sobre computadores, claro que não entrei em componentes chatos e desanimadores mas comecei por lhe ensinar o word e como se estrutura um computador, quais as suas potencialidades e hoje em dia ela já tem um hi5 próprio, já conversa com outras pessoas que entretanto já "conheceu" nos canais de chat que lhe indiquei, e neste campo tenho de admitir que já me supera pois conhece mais endereços de chats que eu.
Apesar de ser um tema que não gosto muito, o de conversar on-line, respeito e sendo esse o seu desejo respeito-o e ajudo-a dentro do possível, mas para verem como os computadores podem ser uma forma de unir a família consegui através do hi5 da minha mãe contactar familiares que estão fora do pais, ou até mesmo no Alentejo.

Resumindo a minha mãe já tem uma conta no meu computador para os seus interesses, já "navega" nos sites que são do seu interesse, pesquisa e dá-me quase sempre feedback daquilo que encontra que possa ser uma ajuda para mim, acho que este é um exemplo perfeito de uma aprendizagem familiar em torno das tecnologias, e para verem como não estou a mentir, porque existem mentes duvidosas por este mundo, aqui esta a prova, é só clicar aqui e irão ver a prova do que falo.

domingo, 4 de novembro de 2007

A minha opiniao sobre o 4ºcapitulo

Devido ao feddback recebido a informar ainda da minha pertinência em realizar post grandes, este post é a continuação do anterior, em que a minha opinião é mais focada que a do autor, enfim, em que realizo uma reflexão.


Aquilo que eu entendo por respeito centra-se na minha vivência como ser individual, por exemplo, aquilo que não gosto que façam muitas vezes designo de “falta de respeito”. Isto não é correcto da minha parte nem de mais ninguém, porque o respeito é mesmo uma base fulcral para qualquer entendimento e bom relacionamento entre as pessoas, e nesta parte perco também a tão aprazível honestidade com as pessoas que tento estabelecer uma ligação, mesmo que seja momentânea, e isto passa-se segundo Papert também no ensino, pois as crianças facilmente farão aquilo que fazemos ao invés daquilo que dizemos e se o realmente fizerem aquilo que dizemos ainda é pior, porque estaremos a criar futuros cínicos.

No entanto qualquer criança deveria ter um acesso aos computadores no seu ponto de vista, e até privilegiado sobre os pais, e neste caso isto é uma falha para mim, as crianças deveriam ter um acesso moderado e jamais privilegiado sobre os adultos sejam quais forem as circunstâncias, porque um adulto por menos dotado que seja em termos computacionais não deixa jamais uma criança entrar em páginas que não lhe sejam apropriadas, embora admita que em casos como os meus, em que não existia uma “cultura computacional” no seu seio familiar ou habitacional, deve ser privilegiado porque não existe esse interesse colectivo, mas se existir não deveria ser favorecido.

Isto ressalta um outro aspecto importante como a existência de computadores, isto parece cómico mas com a crise que supostamente o nosso país possui, não conheço ninguém que não tenha no mínimo um computador em casa, compreendo que seja um bem essencial para o nosso presente e para o futuro quem sabe se quase tudo não dependerão deles, mas quando Papert refere que em certos locais as pessoas que possuem computadores e os restantes não, e que o que possui o computador deveria ajudar os outros deixa-me com um certo sorriso cínico nos lábios, não porque não existam locais assim ou porque não concorde com o seu raciocínio porque concordo plenamente, mas porque será que existia a necessidade de existirem zonas assim, quando são gastos inúmeros números redondos á direita para tantas inutilidades públicas, mas segundo “eles”, exuberantes utilidades mas que no fundo são politicas e não públicas.

A familia em rede, 4ºcapítulo

Este 4ºcapitulo da Família em Rede pareceu-me mais suave em termos comparativos com os anteriores capítulos, talvez seja devido á sua reduzida dimensão em comparação com os anteriores ou talvez seja por eu já estar a espera de uma determinada atitude do autor face a uma determinada situação, como por exemplo no problema levantado pelos perigos na Internet, no que é referido de sites pornográficos, como é óbvio é escusado colocar hiperligações porque realmente é algo extremamente fácil de encontrar enquanto se pesquisa na Internet, mas também no que se refere á entrada de estranhos nas nossas casas através do computador, pessoalmente já passei por isso mas falarei sobre isso mais á frente, mas resumidamente este capitulo centra-se em quatro partes que estão interligadas em todas as acções que fazemos, ou deveríamos fazer, sempre que estamos num computador ou a ensinar alguém alguma funcionalidade nele.

Os quatro pontos fortes são a honestidade, o respeito, o materialismo e o nosso relacionamento com a Internet, embora este esteja englobado nos restantes penso ser suficientemente importante para merecer um destaque, pelo menos no distinguir das ideias deste capítulo.

Destas quatro ideias, aquela que mais me marcou foi o respeito, pois a frase que existe a meio do capítulo deixou-me efectivamente a pensar, e a frase, para não plagiar, resume-se á ideia de que a Educação sempre que ensina esta a retirar a imaginação as crianças, sendo que isto é aquilo que lhes vai compelir a experimentar coisas novas, vai impulsioná-las para prosseguírem na busca de conhecimento, isto quer dizer, por aquilo que entendi e começo lentamente a estruturar no meu pensamento, que a escola molda as crianças logo a sua nascença, quando lhes ensina aquilo que deveria ensinar esta efectivamente a moldar uma geração de futuros adultos para serem iguais na sua maioria em termos ideias e comportamentais, agora isto com toda a sua complexidade e desigualdade regional, assim como a sua individualidade, sei que isto poderá parecer extremista mas não deixa de ser uma dúvida pertinente para mim, se efectivamente estará nas mãos dos adultos moldarem assim tanto as mentes dos jovens futuros do nosso país, e o pior, se efectivamente o estão a fazer de uma forma correcta!


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Possivel resposta á minha própria pergunta...

Pois bem, aqui vou eu tentar arranjar maneira de não apagar este post, que seria muito mau, eu não conseguir responder a uma pergunta que eu próprio fiz, porque já não sei muito bem o que responder, e ao mesmo tempo escrever algo que seja suficientemente substancial que justifique a sua presença neste blog.

O que conclui para fornecer como resposta baseia-se no facto de o computador poder ser usado na educação como máquina de ensinar ou como máquina para ser ensinada. O uso do computador como máquina de ensinar consiste na informatização dos métodos de ensino tradicionais.
Do ponto de vista pedagógico esse é o paradigma instrucionista. Alguém implementa no computador uma série de informações e essas informações são passadas aos alunos na forma de um tutorial, exercício e prática ou jogo.
Além disso, esses sistemas podem fazer perguntas e receber respostas no sentido de verificar se a informação foi retida. Essas características são bastante desejadas em um sistema de ensino instrucionista já que a tarefa de administrar o processo de ensino pode ser executada pelo computador, livrando o professor da tarefa de correcção de provas e exercícios.

Embora, nesse caso o paradigma pedagógico ainda seja o instrucionista, esse uso do computador tem sido caracterizado, erroneamente, como construtivista, no sentido piagetiano, ou seja, para proporcionar a construção do conhecimento na "cabeça" do aluno. Como se o conhecimento fosse construído por meio de tijolos (informação) que devem ser justapostos e sobrepostos na construção de uma parede. Nesse caso, o computador tem a intuito de facilitar a edificação dessa "parede", fornecendo "tijolos" do tamanho mais adequado, em pequenas doses e de acordo com a capacidade individual de cada aluno.

Com o objectivo de evitar essa noção errónea sobre o uso do computador na educação, Papert denominou de construcionista a abordagem pela qual o aprendiz constrói, por intermédio do computador, o seu próprio conhecimento.
Ele usou esse termo para mostrar um outro nível de construção do conhecimento: a construção do conhecimento que acontece quando o aluno constrói um objecto do seu interesse, como uma obra de arte, um relato de uma experiência ou um programa de computador.
Na noção de construcionismo de Papert, existem duas ideias que contribuem para que esse tipo de construção do conhecimento seja diferente do construtivismo de Piaget.
Primeiro o aprendiz constrói alguma coisa, ou seja, é o aprendizado por meio do fazer, do "colocar a mão na massa". Segundo, o facto de o aprendiz estar construindo algo do seu interesse e para o qual ele está bastante motivado. O envolvimento afectivo torna a aprendizagem mais significativa.

Entretanto, na minha opinião, o que contribui para a diferença entre essas duas maneiras de construir o conhecimento é a presença do computador, é o facto de o aprendiz estar construindo algo usando o computador, mas atenção, o computador como máquina para ser ensinada.
Nesse caso, o computador requer certas acções que são bastante efectivas no processo de construção do conhecimento. Quando o aluno interage com o computador passando uma informação para a máquina estabelece-se um ciclo que poderá ser: descrição, execução, reflexão, depuração e descrição. Isto pelo que sei, é o propulsor do processo de construção do conhecimento.
Por exemplo, para programar o computador para resolver um problema o aluno deve ser capaz de passar a ideia de como resolver o problema, nesse caso na forma de uma sequência de comandos da linguagem de programação.
Isso significa, a descrição da solução do problema usando comandos da linguagem de programação.
O computador, por sua vez, realiza a execução desses procedimentos. O computador age de acordo com cada comando, apresentando na tela um resultado na forma de um gráfico.
O aluno olha para a figura que está sendo construída na tela e para o produto final e faz uma reflexão sobre essas informações.
O processo de reflectir sobre o resultado de um programa de computador pode acarretar uma das seguintes acções alternativas: ou o aluno não modifica o programa porque as suas ideias iniciais sobre a resolução daquele problema correspondem aos resultados apresentados pelo computador e, então, o problema está resolvido; ou depura o programa quando o resultado é diferente da sua intenção original.
A depuração pode ser em termos de alguma convenção da linguagem de programação, sobre um conceito envolvido no problema em questão (o aluno não sabe sobre o ângulo), ou ainda sobre estratégias (o aluno não sabe como usar técnicas de resoluções de problemas). A actividade de depuração é facilitada pela existência do programa do computador. Esse programa é a descrição das ideias do aluno em termos de uma linguagem simples, precisa e formal. Essas características disponíveis no processo de programação facilitam a análise do programa de modo a que o aluno possa achar os seus erros (bugs).
O processo de achar e corrigir o erro constitui uma oportunidade única para o aluno aprender sobre um determinado conceito envolvido na solução do problema, ou sobre estratégias de resolução de problemas. O aluno pode também usar o seu programa para relacionar com o seu pensamento num nível metacognitivo. Ele pode analisar o seu programa em termos de efectividade das ideias, estratégias e estilo de resolução de problema.

Nesse caso, o aluno começa a pensar sobre suas próprias ideias. Entretanto, o processo de descrever, reflectir e depurar não acontece simplesmente colocando o aluno em frente ao computador. A interacção entre o aluno e o computador precisa ser mediada por um profissional que conhece os potenciais do computador, tanto do ponto de vista computacional, quanto do pedagógico e do psicológico. Esse é o papel do professor ou agente de aprendizagem.
Além disso, o aluno como um ser social, está inserido em um ambiente social que é constituído, localmente, pelos seus colegas e, globalmente, pelos pais, amigos e mesmo a sua comunidade. O aluno pode usar todos esses elementos sociais como fonte de ideias, de conhecimento ou de problemas a serem resolvidos por intermédio do uso do computador.

O ciclo da descrição, execução, reflexão, depuração e descrição que se estabelece na programação também acontece quando o aluno usa o computador para criar um texto usando um processador de texto, quando utiliza o computador para desenvolver uma multimédia por meio de um software, ou seja, esse ciclo acontece sempre que o aluno interage com o computador usando softwares abertos onde é o aluno que transmite informação para a máquina e não a máquina para o aluno, porque segundo Papert, os alunos desfrutam, com um nível bastante mais elevado, de um jogo quando este é difícil e são os alunos, ou as crianças, a encontrarem a solução para o mesmo do que quando este é facilitado e debitado ao longo do seu caminho.

sábado, 20 de outubro de 2007

A familia em rede, 3capítulo

Começando pelo que no post anterior eu referi, este 3capítulo do livro de Papert possui ideias muito fortes em relação ao ensino e a forma como é ensinado.

Tenho de admitir que neste capítulo cheguei a marcar folhas porque tem exemplos e ideias muito fortes que penso mais tarde usar se forem necessárias, como por exemplo logo no inicio do capítulo ele criticar e atribuir uma conotação negativa no que se refere a qualidade das lojas de computadores ou de venda de material informático, e neste campo acho que podemos facilmente pensar na grande maioria das bibliotecas das escolas secundárias, pelo menos na minha, a minha biblioteca do secundário era um espaço muito elementar para alguns interesses que nós por vezes tínhamos o que resultava na procura em outras escolas, isto acarretou algumas consequências benéficas, que Papert refere como “aprendizagem do estilo familiar”, é uma aprendizagem que é feita de modo natural, sem existiram intermédios durante o seu processo de aquisição da informação e ela ocorre num período natural e não predeterminado ao inverso de no caso da, também referida, “aprendizagem do tipo escolar”.

Neste capítulo do livro quando é referido o construtivismo como um método de aprendizagem que é auto dirigido, cujo principal propulsor foi Piaget, e Papert refere-se aos três tipos de abordagem que poderão existir sobre a forma de aprendizagem veiculada por jogos de vídeo, uma das formas mais elementares e que mais existe, penso eu, é a abordagem instrucionista.
Isto é basicamente uma aprendizagem de um modo simples, algo que é instruído á criança, que lhe é dada para fazer e que ela após resolver um problema passa para o seguinte, é um método que não possui uma profundidade de conhecimento, fica focado na superficialidade dos conhecimentos que a criança já possui enquanto que uma abordagem construcionista seria a realização do próprio jogo para ser aplicado no desenvolvimento das aprendizagens, e com esta abordagem iriam ser minimizados inúmeros problemas que por vezes surgem da utilização de jogos de vídeo virados para a educação, e digo virados porque a sua finalidade na generalidade não é ensinar muito mas sim ganhar muito com esse jogo em termos financeiros, regressando aos problemas, estes jogos terminam numa criação de estagnação do desenvolvimento no que se refere á sua consciencialização da sua mente, como ela funciona, como ela é desenvolvida e isto só é possível com uma interacção, neste caso como Papert expõe, entre a criança e o computador assim como o jogo que ela esta a utilizar.
Por fim temos a abordagem do aprender sobre a aprendizagem, aqui nesta abordagem consiste em apreender realmente as estratégias por parte de quem as usa, ou seja, por parte das crianças e assim poder formular estratégias conjuntas de desenvolvimento de jogos.

Com a leitura deste capítulo surgiram-me algumas questões que procurei responder a mim mesmo, partilhando já agora as minhas dúvidas e partilhando também as minhas respostas ás minhas próprias perguntas.
As minhas questões prendem-se com o facto de isto não poder formar uma criança isolada, que vê o mundo por uma janela que ela escolhe, não interagindo fisicamente com o mundo exterior e estando, portanto, protegida daquilo que mais tarde terá de enfrentar pois não pode fechar a página do mundo que não quer e navegar para outra?

Vou responder num outro post, porque já reparei que a Professora Joana Viana não é muito adepta de grandes posts...

domingo, 7 de outubro de 2007

A familia em rede, 2capítulo

Após a leitura do 2ºcapitulo do livro de Papert que nos foi sugerido ler, começo a visualizar a sua forma de pensar, algo que no 3º capitulo torna-se evidente, mas cada assunto a seu tempo, falarei somente do 2º capitulo neste post para não complicar muito.

Existem analogias que surpreendem com a leitura de um livro, e a afinidade que Papert traça entre a sua explicação do porquê os jovens hoje em dia saberem para que serve certos instrumentos e certas “teclas” e não compreenderem o como funciona foi fascinante para mim, quando designa as tecnologias de “opacas” ou “transparentes” faz uma alusão a conceitos que facilmente me remeteram para campos mais distantes que somente o uso dos computadores em termos educativos.

De facto, os jovens de hoje pouco ou nada sabem, na sua larga maioria, como funcionam determinados programas, somente os sabem usar, e o seu exemplo de isto se dever ao facto de não poderem visualizar o seu processo de funcionamento porque é uma tecnologia nublada, fechada e escondida daquele que o utiliza levou-me a reflectir na educação dos nossos dias pois não é possível continuar com um ensino que se encontra fechado em si mesmo, este deve ser mais claro, mais transparente, mais translúcido para quem o frequenta e também para quem o veicula, só assim, na minha opinião como é óbvio, o ensino poderá ser discutido, analisado na sua totalidade podendo nesse momento serem tomadas decisões conscientes, concretas e que estão em plena harmonia com todas as partes, embora admita que isto seja uma utopia pessoal, não deixa de ser uma ideia válida e quem sabe executável daqui a inúmeros anos.

Regressando ao livro e ao 2ºcapitulo, Papert refere que existem duas posições antagónicas de visualizar o uso dos computadores, sendo que uns a visualizam como que o “mal” da sociedade e outros como a sua “salvação”.
A sua posição encontra-se afastada dos dois “lados” de ver a utilização dos computadores, possui uma ideologia de encontrar “uma melhor abordagem do que simplesmente escolher lados.”, tentando centrar-se mais no aspecto da aprendizagem em si do que nas posições que se tomam relativas ao seu uso, demonstrando já um pouco da sua filosofia de ensino.

Este capítulo encontra-se apinhado de ideias e conceitos fortemente elucidados, são pensamentos de divergência para com a visualização e utilização dos computadores por parte dos profissionais que os empregam, por parte dos alunos e das crianças que não são realmente potencializados para a sua natureza educativa e ainda por parte da sociedade que possui um preconceito para com a sua natureza instrutiva.
Falta surgir uma nova mentalidade que realmente utilize os computadores para algo concreto e preciso na sua área educativa, não somente para melhorar, e por inúmeras vezes nem isso faz, o que já existe, falta uma iniciativa forte por parte da sociedade para aceitar esta nova mentalidade que se aproxima, uma mentalidade “global”, em plena e contínua mudança, uma sociedade informática que poderia ajudar a alterar e evitar alguns erros que o ser humano faz por se julgar superior e não comparar, não equilibrar com as restantes sociedades, acabando por fazer erros que por inúmeras vezes atinge todos na nossa geração e nas gerações vindouras, como a poluição em toda as sua plenitude, não somente pela camada do ozono, mas também passando pelo tratamento das águas, dos solos etc, falta uma consciencialização “global” que eleve os parâmetros de problemas locais para globais.

Foi um capítulo muito bem estruturado, com um conteúdo muito actual e critico sobressaindo as ideias de mudança de mentalidade e de utilização dos computadores, assim como que uma sugestão de método de ensino livre, evoluindo consoante a sua necessidade, eu diria que seguindo a ideologia de John Dewey no seu “learning by doing”, mas esta é a minha opinião que poderá simplesmente estar totalmente errada, um prosseguimento na leitura assim o dirá.

domingo, 30 de setembro de 2007

A família em rede, 1capítulo

Devo admitir que “A família em rede” de Seymour Papert é um livro que me surpreendeu, embora não esteja inserido no seio das minhas temáticas de leitura, não deixou de me deixar um bichinho por ler sempre mais um pouco quando já ia a parar.
É um livro muito simples em termos de leitura mas muito profundo nos seus conteúdos, possui uma fluência na escrita bastante impressionante que fascina o leitor, como é referido no prefácio e, devo admitir, comentário ao qual torci o nariz e agora dou uma vénia porque de facto encontra-se bastante atraente e motivador para o leitor.

Depois desta imagem do livro de Seymour, vou tentar exprimir quais as minhas reflexões sobre o primeiro capitulo que foi bastante simples e divertido, talvez até em demasia para eu agora poder dizer o que penso sem redigir as palavras do autor e talvez seja essa a minha primeira impressão, é um livro que se entranha no meu pensamento e leva-me a relembrar aos poucos a minha infância, o que penso, e pensei, sobre os computadores e como na minha infância um computador era um bicho enorme que somente altos empresários e aqueles tipos de óculos poderiam mexer, porque era só números e códigos que na altura não fazia a mais diminuta ideia do que seriam ou o que forneceriam, também devido ao meu meio familiar que em tempo algum me incentivou a tentar saber o que realmente era, um dos factos que o livro também subtilmente refere.

Em parte concordo com a sua ideia de que as crianças são bastante mais capacitadas que inúmeros pais no que se refere a tecnologias, pelo menos no meu caso, em pequeno realmente já programava melhor os canais da tv que a minha mãe, simplesmente porque não estava sempre atrapalhado com o trabalho ou outros afazeres, e na minha opinião sincera acho que muitas pessoas somente não o sabem fazer, não só na tv como é óbvio, porque não existe motivação para tal, não possui uma utilidade, existe como que uma comodidade com o que se possui e não se avança mais.

Por outro lado, e talvez como resultado, existem “mitos”, preconceitos que são criados devido a essa mesma falta de informação mas que podem, e o livro de Papert ajuda imenso nessa desmistificação, ser dissolvidos e transmutados para um interesse profundo e para uma descoberta que nos dia de hoje fornecem armas poderosas de conhecimento, às quais as crianças são inúmeras vezes pioneiras e motivadoras para os que as rodeiam, por vezes existe a timidez na sua utilização por parte dos adultos ou em último caso a atribuição da culpa a quem fez o "programa" porque não sabe aquilo que faz, a única coisa que me deixa feliz é saber que não são só os portugueses que são assim, porque o comodismo e a "beatice" é algo tremendamente enraizado na nossa vivência e que deixa-me plenamente enraivecido


Resumindo, fiquei com uma boa sensação do primeiro capítulo do livro, que possui quatro divisões, são elas a relação entre as crianças e os computadores, um período quando os pais eram a dependência e mais tarde quando se juntam na descoberta das tecnologias terminando na ideia de que as tecnologias deveriam ser usadas para beneficiar a educação. O primeiro capítulo avivou-me o interesse e fez-me reflectir sobre alguns aspectos que ainda não tinha associado, os quais com uma leitura mais vasta irei com certeza pronunciar.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ja lá vão mais uns dias de vida académica...

Infelizmente como já vem sido inalterável ao longo do início de todos os semestres, ocorreu a excessivamente vulgar confusão com os horários e com a distribuição das turmas logo no inicio da 1aula prática da disciplina, mas após este assunto resolvido iniciou-se logo a planificação e distribuição do trabalho da disciplina para este semestre.

Soube assim que a avaliação da disciplina vai ser muito mais complexa que o semestre passado, pois este blog terá um valor final de 40%, cuja base devera ser as minhas considerações sobre o livro de Papert (A família Em Rede), que falarei num outro post para não complicar.

Como não poderia deixar de ser, os outros 60% serão atribuídos por:
-15% para a assiduidade e para o nosso desempenho nas aulas práticas.
-20% para o relatório a ser entregue dia 9 de Novembro para a turma 1.
-25% para o produto final.


Foi-nos dado, como se realizou no semestre passado, uma exibição de seis programas on-line que constituirão a base para os nossos projectos finais, cujo objectivo será verificar e utilizar o potencial tecnológico para a educação de cada programa, mas mais especificamente, do programa que o grupo escolher como base.

Os programas serão o Weblog, os Wikis, o Yourtube/Slideshare/Flirk, o Messenger, O hi5/Myspace e por último o Podcast.


O nosso grupo preferiu o Podcast, estamos neste momento a tentar solucionar um bom tema para o nosso trabalho, ate á próxima.