Devo admitir que “A família em rede” de Seymour Papert é um livro que me surpreendeu, embora não esteja inserido no seio das minhas temáticas de leitura, não deixou de me deixar um bichinho por ler sempre mais um pouco quando já ia a parar.
É um livro muito simples em termos de leitura mas muito profundo nos seus conteúdos, possui uma fluência na escrita bastante impressionante que fascina o leitor, como é referido no prefácio e, devo admitir, comentário ao qual torci o nariz e agora dou uma vénia porque de facto encontra-se bastante atraente e motivador para o leitor.
Por outro lado, e talvez como resultado, existem “mitos”, preconceitos que são criados devido a essa mesma falta de informação mas que podem, e o livro de Papert ajuda imenso nessa desmistificação, ser dissolvidos e transmutados para um interesse profundo e para uma descoberta que nos dia de hoje fornecem armas poderosas de conhecimento, às quais as crianças são inúmeras vezes pioneiras e motivadoras para os que as rodeiam, por vezes existe a timidez na sua utilização por parte dos adultos ou em último caso a atribuição da culpa a quem fez o "programa" porque não sabe aquilo que faz, a única coisa que me deixa feliz é saber que não são só os portugueses que são assim, porque o comodismo e a "beatice" é algo tremendamente enraizado na nossa vivência e que deixa-me plenamente enraivecido
Resumindo, fiquei com uma boa sensação do primeiro capítulo do livro, que possui quatro divisões, são elas a relação entre as crianças e os computadores, um período quando os pais eram a dependência e mais tarde quando se juntam na descoberta das tecnologias terminando na ideia de que as tecnologias deveriam ser usadas para beneficiar a educação. O primeiro capítulo avivou-me o interesse e fez-me reflectir sobre alguns aspectos que ainda não tinha associado, os quais com uma leitura mais vasta irei com certeza pronunciar.
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