domingo, 30 de setembro de 2007

A família em rede, 1capítulo

Devo admitir que “A família em rede” de Seymour Papert é um livro que me surpreendeu, embora não esteja inserido no seio das minhas temáticas de leitura, não deixou de me deixar um bichinho por ler sempre mais um pouco quando já ia a parar.
É um livro muito simples em termos de leitura mas muito profundo nos seus conteúdos, possui uma fluência na escrita bastante impressionante que fascina o leitor, como é referido no prefácio e, devo admitir, comentário ao qual torci o nariz e agora dou uma vénia porque de facto encontra-se bastante atraente e motivador para o leitor.

Depois desta imagem do livro de Seymour, vou tentar exprimir quais as minhas reflexões sobre o primeiro capitulo que foi bastante simples e divertido, talvez até em demasia para eu agora poder dizer o que penso sem redigir as palavras do autor e talvez seja essa a minha primeira impressão, é um livro que se entranha no meu pensamento e leva-me a relembrar aos poucos a minha infância, o que penso, e pensei, sobre os computadores e como na minha infância um computador era um bicho enorme que somente altos empresários e aqueles tipos de óculos poderiam mexer, porque era só números e códigos que na altura não fazia a mais diminuta ideia do que seriam ou o que forneceriam, também devido ao meu meio familiar que em tempo algum me incentivou a tentar saber o que realmente era, um dos factos que o livro também subtilmente refere.

Em parte concordo com a sua ideia de que as crianças são bastante mais capacitadas que inúmeros pais no que se refere a tecnologias, pelo menos no meu caso, em pequeno realmente já programava melhor os canais da tv que a minha mãe, simplesmente porque não estava sempre atrapalhado com o trabalho ou outros afazeres, e na minha opinião sincera acho que muitas pessoas somente não o sabem fazer, não só na tv como é óbvio, porque não existe motivação para tal, não possui uma utilidade, existe como que uma comodidade com o que se possui e não se avança mais.

Por outro lado, e talvez como resultado, existem “mitos”, preconceitos que são criados devido a essa mesma falta de informação mas que podem, e o livro de Papert ajuda imenso nessa desmistificação, ser dissolvidos e transmutados para um interesse profundo e para uma descoberta que nos dia de hoje fornecem armas poderosas de conhecimento, às quais as crianças são inúmeras vezes pioneiras e motivadoras para os que as rodeiam, por vezes existe a timidez na sua utilização por parte dos adultos ou em último caso a atribuição da culpa a quem fez o "programa" porque não sabe aquilo que faz, a única coisa que me deixa feliz é saber que não são só os portugueses que são assim, porque o comodismo e a "beatice" é algo tremendamente enraizado na nossa vivência e que deixa-me plenamente enraivecido


Resumindo, fiquei com uma boa sensação do primeiro capítulo do livro, que possui quatro divisões, são elas a relação entre as crianças e os computadores, um período quando os pais eram a dependência e mais tarde quando se juntam na descoberta das tecnologias terminando na ideia de que as tecnologias deveriam ser usadas para beneficiar a educação. O primeiro capítulo avivou-me o interesse e fez-me reflectir sobre alguns aspectos que ainda não tinha associado, os quais com uma leitura mais vasta irei com certeza pronunciar.

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