Após a leitura do 2ºcapitulo do livro de Papert que nos foi sugerido ler, começo a visualizar a sua forma de pensar, algo que no 3º capitulo torna-se evidente, mas cada assunto a seu tempo, falarei somente do 2º capitulo neste post para não complicar muito.
De facto, os jovens de hoje pouco ou nada sabem, na sua larga maioria, como funcionam determinados programas, somente os sabem usar, e o seu exemplo de isto se dever ao facto de não poderem visualizar o seu processo de funcionamento porque é uma tecnologia nublada, fechada e escondida daquele que o utiliza levou-me a reflectir na educação dos nossos dias pois não é possível continuar com um ensino que se encontra fechado em si mesmo, este deve ser mais claro, mais transparente, mais translúcido para quem o frequenta e também para quem o veicula, só assim, na minha opinião como é óbvio, o ensino poderá ser discutido, analisado na sua totalidade podendo nesse momento serem tomadas decisões conscientes, concretas e que estão em plena harmonia com todas as partes, embora admita que isto seja uma utopia pessoal, não deixa de ser uma ideia válida e quem sabe executável daqui a inúmeros anos.
A sua posição encontra-se afastada dos dois “lados” de ver a utilização dos computadores, possui uma ideologia de encontrar “uma melhor abordagem do que simplesmente escolher lados.”, tentando centrar-se mais no aspecto da aprendizagem em si do que nas posições que se tomam relativas ao seu uso, demonstrando já um pouco da sua filosofia de ensino.
Falta surgir uma nova mentalidade que realmente utilize os computadores para algo concreto e preciso na sua área educativa, não somente para melhorar, e por inúmeras vezes nem isso faz, o que já existe, falta uma iniciativa forte por parte da sociedade para aceitar esta nova mentalidade que se aproxima, uma mentalidade “global”, em plena e contínua mudança, uma sociedade informática que poderia ajudar a alterar e evitar alguns erros que o ser humano faz por se julgar superior e não comparar, não equilibrar com as restantes sociedades, acabando por fazer erros que por inúmeras vezes atinge todos na nossa geração e nas gerações vindouras, como a poluição em toda as sua plenitude, não somente pela camada do ozono, mas também passando pelo tratamento das águas, dos solos etc, falta uma consciencialização “global” que eleve os parâmetros de problemas locais para globais.
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