domingo, 7 de outubro de 2007

A familia em rede, 2capítulo

Após a leitura do 2ºcapitulo do livro de Papert que nos foi sugerido ler, começo a visualizar a sua forma de pensar, algo que no 3º capitulo torna-se evidente, mas cada assunto a seu tempo, falarei somente do 2º capitulo neste post para não complicar muito.

Existem analogias que surpreendem com a leitura de um livro, e a afinidade que Papert traça entre a sua explicação do porquê os jovens hoje em dia saberem para que serve certos instrumentos e certas “teclas” e não compreenderem o como funciona foi fascinante para mim, quando designa as tecnologias de “opacas” ou “transparentes” faz uma alusão a conceitos que facilmente me remeteram para campos mais distantes que somente o uso dos computadores em termos educativos.

De facto, os jovens de hoje pouco ou nada sabem, na sua larga maioria, como funcionam determinados programas, somente os sabem usar, e o seu exemplo de isto se dever ao facto de não poderem visualizar o seu processo de funcionamento porque é uma tecnologia nublada, fechada e escondida daquele que o utiliza levou-me a reflectir na educação dos nossos dias pois não é possível continuar com um ensino que se encontra fechado em si mesmo, este deve ser mais claro, mais transparente, mais translúcido para quem o frequenta e também para quem o veicula, só assim, na minha opinião como é óbvio, o ensino poderá ser discutido, analisado na sua totalidade podendo nesse momento serem tomadas decisões conscientes, concretas e que estão em plena harmonia com todas as partes, embora admita que isto seja uma utopia pessoal, não deixa de ser uma ideia válida e quem sabe executável daqui a inúmeros anos.

Regressando ao livro e ao 2ºcapitulo, Papert refere que existem duas posições antagónicas de visualizar o uso dos computadores, sendo que uns a visualizam como que o “mal” da sociedade e outros como a sua “salvação”.
A sua posição encontra-se afastada dos dois “lados” de ver a utilização dos computadores, possui uma ideologia de encontrar “uma melhor abordagem do que simplesmente escolher lados.”, tentando centrar-se mais no aspecto da aprendizagem em si do que nas posições que se tomam relativas ao seu uso, demonstrando já um pouco da sua filosofia de ensino.

Este capítulo encontra-se apinhado de ideias e conceitos fortemente elucidados, são pensamentos de divergência para com a visualização e utilização dos computadores por parte dos profissionais que os empregam, por parte dos alunos e das crianças que não são realmente potencializados para a sua natureza educativa e ainda por parte da sociedade que possui um preconceito para com a sua natureza instrutiva.
Falta surgir uma nova mentalidade que realmente utilize os computadores para algo concreto e preciso na sua área educativa, não somente para melhorar, e por inúmeras vezes nem isso faz, o que já existe, falta uma iniciativa forte por parte da sociedade para aceitar esta nova mentalidade que se aproxima, uma mentalidade “global”, em plena e contínua mudança, uma sociedade informática que poderia ajudar a alterar e evitar alguns erros que o ser humano faz por se julgar superior e não comparar, não equilibrar com as restantes sociedades, acabando por fazer erros que por inúmeras vezes atinge todos na nossa geração e nas gerações vindouras, como a poluição em toda as sua plenitude, não somente pela camada do ozono, mas também passando pelo tratamento das águas, dos solos etc, falta uma consciencialização “global” que eleve os parâmetros de problemas locais para globais.

Foi um capítulo muito bem estruturado, com um conteúdo muito actual e critico sobressaindo as ideias de mudança de mentalidade e de utilização dos computadores, assim como que uma sugestão de método de ensino livre, evoluindo consoante a sua necessidade, eu diria que seguindo a ideologia de John Dewey no seu “learning by doing”, mas esta é a minha opinião que poderá simplesmente estar totalmente errada, um prosseguimento na leitura assim o dirá.

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