domingo, 30 de dezembro de 2007

A familia em rede, 7º e 8º capitulos

O sétimo capitulo deu-me um certo gozo, para não dizer mesmo um enorme prazer, em ver que Papert afinal é uma pessoa consciente, não estou a dizer que o imaginava maluco ou algo semelhante, mas já duvidava das suas capacidades de interligação utópica mental a uma realidade física, ou seja, as suas ideias que não pareciam ligadas a nada de tão concreto como queriam parecer, parecia que estava a forçar a sua ideia, mas aqui Papert admite que as suas ideias por vezes são irracionais e que contradizem a realidade e é isto que retenho neste capitulo.
Em relação ao oitavo capitulo as suas ideias maravilhosas de trocar bonecos de "bits" por bonecos de plástico revoltam-me, pois para mim posições extremistas e fundamentalistas só levam á desgraça que o mundo esta, mas embora saiba que esta não é bem a sua posição (extremista), rejeito a pulmões que isto algum dia suceda, e jamais o meu filho vai deixar de brincar, fundamentalmente, com brinquedos reais, também não desprendo a ideia que ambos devem ser usados, mas jamais sobressaltando a parte virtual.
Não existe nada melhor para mim que passear ao ar livre, sujar-me, molhar-me, errar a sério e magoar-me que ficar sentado no conforto, ou não, da minha casa, da minha cadeira, sofá, cama, onde for, e explorar o mundo virtual, talvez seja antiquado mas sou assim e estou plenamente aberto a novas ideias mas desta minha utopia ninguém me retira, assim como a Papert ninguém as suas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Conferência e_learning, FPCE.UL

Venho tarde mas mais vale tarde que nunca, a minha opinião sobre a conferência é de alguma revolta, pois revoltou-me tanto a falta de "terra a terra" com o que o Prof falou das tecnologias, permitam-me fazer aqui a analogia com o Papert, que segundo já estou saturado de transmitir, vive numa utopia de salvação em redor das tecnologias, contudo também devo aqui salientar a fluência com que o mesmo transmitiu as suas ideias, pois embora não concorde com a "queda do E", com a ajuda preciosa que as tecnologias fornecem na progressão de uma melhoria para a educação sou perfeitamente capaz de assimilar que isso ajuda.
O que revoltou-me mesmo a sério, para alem do anteriormente referido, foi a forma como toda a conferencia foi "levada", sei que "cada um vende o seu peixe", mas as tecnologias somente ajudam quem realmente precisa se existirem pessoas por deras dos monitores capazes de as ajudar, e ai reside a maior das falhas em qualquer sector da educação, falta quase sempre alguém perfeitamente capaz de realizar o seu trabalho, existe sempre alguém que "desenrasca" tudo e não urge a necessidade de possuir alguém perfeitamente qualificado, e isto passa-se muito na educação, quer por não existir motivação, uma causa, uma razão interior que deveria impelir as pessoas a realizarem o melhor que pudessem as suas funções e existe aqui uma enorme falha, e nesta conferência não me parece que faltou motivação interior, mas parecem-me ser conotações excessivamente fortes para serem atribuídas a maquina, elas não nos salvam a menos que exista alguém por detrás delas a salvar-lhes também.